Cinco grandes editoras e o escritor Scott Turow processaram a Meta e o seu CEO Mark Zuckerberg em maio de 2026. O motivo: a empresa terá descarregado mais de 267 terabytes de livros e artigos pirateados para treinar os seus modelos de inteligência artificial Llama.
Segundo a ação legal, a Meta obteve este material de sites ilegais como LibGen e Anna's Archive, removendo depois a informação de direitos de autor. A empresa teria eliminado as "impressões digitais" que identificam os proprietários das obras.
A acusação contra Zuckerberg é direta: ele pessoalmente autorizou e encorajou esta infração. Em 2023, a Meta estava em negociações com editoras para licenciar conteúdo legalmente, com orçamentos até 200 milhões de dólares. Mas quando a questão chegou a Zuckerberg, as conversas foram abandonadas.
Os autores argumentam que o modelo Llama produz cópias quase exatas de textos protegidos e imita estilos de escritores específicos. A Meta assinou acordos de licença com organizações de notícias como Reuters, CNN e Fox News, mas recusou fazer o mesmo com os livros em questão.
Este caso acontece quando o cenário jurídico está a mudar. Em 2025, a Anthropic pagou 1,5 mil milhões de dólares num caso semelhante, o maior pagamento conhecido em disputas sobre direitos de autor em inteligência artificial.