A água deveria trazer vida, mas durante mais de dez anos, três rios importantes nos Estados Unidos transportaram algo diferente. Substâncias invisíveis, criadas em laboratório, fluíram para o Rio Ohio, o Rio Cape Fear e o Rio Delaware. Os cientistas chamam-lhes substâncias per e polifluoroalquil (PFAS), mas muitas pessoas conhecem-nas como "químicos forever" porque não se decompõem na natureza nem no corpo humano. Agora, a empresa responsável por libertar estes químicos enfrenta um grande pagamento. Em 24 de junho de 2026, autoridades federais anunciaram um acordo com a fabricante Chemours. A empresa terá de gastar cerca de 450 milhões de dólares para resolver a poluição em quatro instalações na Virgínia Ocidental, Carolina do Norte e Nova Jérsia. Este acordo é o primeiro acordo federal abrangente com um grande produtor de PFAS para combater a contaminação química. Resolve acusações de que a Chemours violou leis ambientais, incluindo a Lei da Água Limpa. A empresa pagará uma multa civil de 22,5 milhões de dólares. Terá também de gastar cerca de 280 milhões de dólares para fornecer água potável segura a comunidades perto das suas fábricas em Nova Jérsia e Virgínia Ocidental durante mais de uma década. A exposição a PFAS está ligada a cancros, problemas no sistema imunitário e problemas de desenvolvimento em crianças. A Chemours concordou com os termos para evitar um longo julgamento, mas não admitiu culpa. O acordo permite que a empresa continue a fabricar PFAS para fins de defesa e industriais essenciais.