Tudo começou numa manhã fria de junho. Por volta das 11:35, uma pessoa que passava pelo bairro Côte-des-Neiges, em Montreal, olhou para um hotel Hilton local e viu algo aterrador: o cano de uma espingarda saía de uma janela. A testemunha contactou imediatamente as autoridades, desencadeando uma série de eventos que quebrariam uma paz de décadas para a polícia da cidade. Quando os agentes chegaram ao local em 22 de junho de 2026, não encontraram uma emergência comum, mas sim uma armadilha. Fontes indicam que o agressor visou intencionalmente os agentes. Seguiu-se um tiroteio intenso, que resultou em três mortes e chocou o bairro, conhecido pelas suas populações imigrantes e judaicas. Entre os mortos estava Mohamed Lamine Benredouane, um agente de 34 anos que se juntara à polícia de Montreal cinco anos antes. Essa sequência de 24 anos sem a morte de um agente em serviço ativo terminou ali. "É um dia muito, muito triste. É um pesadelo", disse o chefe da polícia de Montreal, Fady Dagher. A violência tirou também a vida de um civil, Michael Moshe Mizrahi, um cidadão israelita respeitado na comunidade judaica local. O autor do ataque foi identificado como Seth Hatfield, que viajou de Lethbridge, Alberta, para cometer o crime. Antes do ataque, escreveu um documento de 104 páginas detalhando o seu ódio por mulheres, polícia, judeus e pela indústria do entretenimento adulto, defendendo também a derrubada violenta do capitalismo. A polícia realçou o perigo de ataques imitadores. Hatfield foi morto pela polícia no local. Um segundo agente ficou gravemente ferido, mas estabilizou, e outro civil sofreu ferimentos ligeiros. A investigação está a cargo da agência independente de fiscalização policial do Quebec. Líderes nacionais e internacionais condenaram o ato, incluindo o Primeiro-Ministro canadiano Mark Carney e o Ministro dos Negócios Estrangeiros israelita Gideon Sa'ar.