No dia 11 de maio de 2026, a Câmara de Representantes das Filipinas aprovou, com 257 votos a favor e nove abstenções, o afastamento da Vice-Presidente Sara Duterte. Esta é a segunda vez que ela é alvo de destituição, tornando-a a primeira oficial na história das Filipinas a sofrer este processo duas vezes. Os artigos de acusação foram enviados ao Senado, que funcionará como tribunal de julgamento.
Na mesma manhã, numa decisão surpreendente, senadores votaram 13 a 9 para remover o Presidente do Senado Vicente Sotto III e instalar no seu lugar o Senador Alan Peter Cayetano, antigo aliado da família Duterte e ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.
As acusações contra a Vice-Presidente são graves: violação culposa da Constituição, traição da confiança pública, corrupção, riqueza inexplicada e má utilização de fundos confidenciais. Os bancos flagraram transações de aproximadamente 6,77 mil milhões de pesos e movimentações de cerca de 110 milhões de dólares.
Este não é o primeiro julgamento de Duterte. Em 2025, a Câmara tentou o mesmo, mas o Supremo Tribunal cancelou o processo. Agora, Duterte permanece no estrangeiro enquanto o Senado, controlado por seus aliados, decidirá seu destino político e sua possibilidade de candidatura à presidência em 2028.