Muitos profissionais que usam computadores de trabalho tiveram uma surpresa desagradável recentemente. Após uma atualização de segurança da Microsoft, alguns computadores apresentaram ecrãs azuis ou pediram chaves de recuperação que os utilizadores nunca tinham configurado.
A Microsoft lançou as suas atualizações mensais de segurança a 9 de junho de 2026. Esta atualização corrigiu um número recorde de 208 vulnerabilidades, o maior número de sempre numa única vez. A atualização visava falhas de segurança graves, incluindo algumas que permitiam a propagação de código malicioso sem intervenção humana. Para garantir a proteção, a Microsoft configurou a atualização para ser instalada automaticamente em algumas versões do Windows 11, impedindo os utilizadores de a adiar.
No entanto, a atualização causou problemas inesperados. Embora tenha corrigido falhas de segurança críticas, também introduziu erros. O problema mais grave afetou computadores de empresas, como alguns modelos da HP e Lenovo, que começaram a falhar ao iniciar ou a congelar. Estes problemas parecem ter origem num conflito entre os certificados de segurança atualizados e o firmware antigo dos computadores ou partições de sistema demasiado pequenas.
Outros utilizadores viram os seus computadores entrar no modo de recuperação do BitLocker, mesmo quando a funcionalidade estava desativada. A atualização também causou problemas com o OneDrive no Explorador de Ficheiros e com a ligação entre o Microsoft Office e outras aplicações profissionais. Mesmo a eliminação de ficheiros apresentou um erro visual, embora a Microsoft tenha afirmado que os dados não são perdidos e que uma correção será lançada em breve.
Esta situação mostra um dilema tecnológico: as atualizações de segurança são essenciais para proteger os computadores contra ataques, mas, como esta atualização demonstrou, podem também causar graves problemas nos sistemas.