Na segunda-feira de manhã, seis das mais poderosas empresas farmacêuticas do mundo acordaram com uma notícia de Washington: o Tribunal Supremo dos EUA recusou ouvir o seu caso. Os juízes não ofereceram explicação, dissidência ou comentário algum.
Para Novo Nordisk, AstraZeneca, Janssen, Bristol Myers Squibb, Novartis e Boehringer Ingelheim, esse silêncio foi a derrota mais clara possível.
As empresas haviam passado meses a construir argumentos constitucionais. Alegavam que o programa de negociação de preços de medicamentos do Medicare violava a Quinta Emenda, a proteção de liberdade de expressão da Primeira Emenda, e direitos de devido processo. Afirmavam que forçá-las a vender medicamentos a um preço máximo fixado pelo governo era como o governo confiscar propriedade privada.
O Tribunal Supremo recusou envolver-se com qualquer argumento. Ao rejeitar o caso a 18 de maio de 2026, os juízes mantiveram decisões inferiores que tinham apoiado o governo. O programa em questão é a Lei de Redução da Inflação, assinada pelo ex-presidente Joe Biden em 2022. Era a primeira lei americana a autorizar o Medicare a negociar diretamente com produtores de medicamentos sobre preços.
O que torna segunda-feira ainda mais marcante é que a administração Trump manteve o programa em funcionamento. As negociações continuam, e as empresas que recusam negociar enfrentam impostos elevados ou devem remover todos os medicamentos do Medicare e Medicaid. A próxima ronda de negociações já está marcada.