Durante décadas, um diagnóstico de cancro da mama com cancro nos gânglios linfáticos significava uma coisa quase certa: quimioterapia. A perda de cabelo, as náuseas, os meses de cansaço extremo. Os médicos sabiam que para muitas mulheres o tratamento era muito difícil. Mas não sabiam quem realmente precisava dele.
Agora têm uma resposta surpreendente. Um grande estudo chamado OPTIMA descobriu que aproximadamente dois terços destes doentes considerados de alto risco podem saltar a quimioterapia com segurança, guiados por um teste genético que analisa a atividade de apenas 50 genes dentro de um tumor. Os resultados foram apresentados na Reunião Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago, cerca de 30 de maio de 2026.
O estudo foi enorme. A OPTIMA testou 4.429 doentes em seis países: Reino Unido, Noruega, Suécia, Austrália, Nova Zelândia e Tailândia. Todos tinham mais de 40 anos e tinham um tipo específico de cancro da mama. Os tumores foram analisados pelo teste Prosigna, que usa uma assinatura genética para medir a atividade de genes relacionados com o cancro da mama.
O resultado importante: aproximadamente 68 por cento destes doentes de alto risco mostraram baixo risco. Mais de dois terços conseguiram evitar a quimioterapia. Os números de sobrevivência confirmaram isto. O estudo sugere que para muitos doentes, a resposta honesta pode agora ser: menos tratamento do que se pensava.