A península de Lège-Cap-Ferret, normalmente um refúgio tranquilo na costa sudoeste de França, foi abalada por um grande incêndio florestal. O fogo começou perto da comunidade de Saumos na tarde de quarta-feira, 22 de julho de 2026. Devido às condições muito secas, as chamas espalharam-se rapidamente pelas florestas de pinheiros da região de Gironde. Na quinta-feira, o incêndio já tinha consumido 3.400 hectares de floresta. As autoridades foram forçadas a evacuar mais de 20.000 pessoas, incluindo turistas e residentes de parques de campismo e alojamentos temporários. "A polícia bateu às portas de todas as casas", disse Patrick Martineau, um residente local. "É um pouco assustador". Elke Urbain, uma turista belga, descreveu a interrupção súbita: "Estávamos na praia e disseram-nos para voltar ao parque de campismo para apanhar as nossas coisas". Para combater o incêndio, foram mobilizados entre 700 e 800 bombeiros, com o apoio de aviões que largavam água. Acredita-se que uma máquina usada para limpar vegetação possa ter iniciado o fogo acidentalmente. O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu ajuda à União Europeia, e aviões de combate a incêndios de outros países europeus foram enviados para ajudar. Este incêndio é um de vários que têm afetado França este verão, num contexto de calor extremo e seca. Cientistas alertam que o aquecimento global está a tornar estes fenómenos meteorológicos mais frequentes e intensos. A situação é preocupante para os bombeiros e para as milhares de pessoas deslocadas.