Após quase dois anos de espera, a China autorizou oficialmente a "Apple Intelligence" a funcionar nos dispositivos vendidos no país. Esta decisão da Administração do Ciberespaço da China encerra um período de 22 meses desde que a Apple lançou a sua tecnologia de inteligência artificial generativa globalmente em 2024. Para obter esta autorização, a Apple teve de cumprir regulamentos locais rigorosos, que exigem a utilização de modelos domésticos aprovados para serviços de IA. Por isso, a empresa estabeleceu parcerias com duas grandes empresas chinesas: Alibaba e Baidu. O modelo de linguagem Qwen, do Alibaba, será o principal motor da "Apple Intelligence" em iPhones, iPads, Macs e no headset Vision Pro na China, compreendendo e gerando texto e imagens. O Baidu também fornecerá tecnologia adicional de IA. O mercado reagiu positivamente, com as ações da Apple a atingirem um novo máximo e as ações do Alibaba e Baidu a subirem em Hong Kong. Esta aprovação surge num momento de crescimento para a Apple na região, com receitas significativas na Grande China. Apesar da expansão, a Huawei continua a ser a marca líder de smartphones no país. O processo de aprovação foi rápido, com a Apple a receber luz verde em menos de uma semana. A empresa foi uma das poucas marcas estrangeiras, juntamente com a Samsung, a obter autorização, ao lado de fabricantes chineses como Huawei, Xiaomi e Vivo. Esta estratégia demonstra a abordagem da Apple de adaptar os seus serviços de IA às regras regionais, utilizando diferentes motores conforme necessário, como o Gemini do Google nos Estados Unidos. A aprovação na China é um passo importante para a Apple, que gere mais de 2.5 mil milhões de dispositivos ativos globalmente. No entanto, a data exata de lançamento destas novas funcionalidades na China ainda não foi anunciada.