Em Seattle, um residente invulgar chamou a atenção da internet. Chama-se Jimothy e é um guaxinim com um corpo muito curto. Uma moradora, Kiana Hall, filmou o animal e o vídeo tornou-se viral, transformando o guaxinim numa estrela digital.
Veterinários acreditam que Jimothy nasceu com síndrome da coluna curta, uma condição genética rara que encurta a coluna vertebral. Embora mais comum em cães, pode afetar outros mamíferos. Apesar da sua forma incomum, os especialistas dizem que o guaxinim move-se sem dificuldades.
A fama repentina do animal inspirou muita criatividade em Seattle. Fãs celebraram Jimothy com arte, produtos e pinturas. Um artista, Andrew Miller, pintou um grande retrato do guaxinim. O fenómeno chegou até ao basebol, com os Seattle Mariners a usarem uma versão do guaxinim como mascote.
A popularidade de Jimothy também gerou doações. Uma pintura foi vendida por mais de 6.500 dólares, e o dinheiro, juntamente com doações de empresas como a Amazon, foi para o Ballard Food Bank. Um vereador de Seattle até propôs declarar um "Verão Jimothy" na cidade.
Agora, o guaxinim tem a sua própria homenagem digital. Chris Pirillo, um desenvolvedor de tecnologia de Issaquah, criou um videojogo gratuito em poucos dias. Usou inteligência artificial para criar o jogo, descrevendo o que queria em linguagem simples. O jogo tem um estilo retro, semelhante a jogos dos anos 80, com gráficos de baixa resolução e música de sintetizador.
Os jogadores guiam o guaxinim por quatro fases que representam as suas rotinas: procurar comida no lixo, atravessar ruas, fugir de fotógrafos e trepar árvores. Pirillo queria proteger o animal real de multidões, por isso o jogo é uma forma segura para os fãs interagirem com a lenda local. O jogo avisa os jogadores para deixarem o guaxinim em paz e não o procurarem na rua.