Durante mais de mil milhões de anos, um pedaço de gelo congelado flutuou no espaço escuro entre as estrelas. Em 2025, entrou no nosso sistema solar, aproximou-se do Sol e começou a regressar ao vazio. Ao sair, libertou algo que ninguém tinha medido antes neste tipo de objeto: metano.
Em 1 de junho de 2026, a NASA anunciou que o telescópio James Webb tinha feito a primeira detecção direta de metano num objeto interestelar. É o cometa 3I/ATLAS, o terceiro visitante conhecido de outro sistema estelar, descoberto em julho de 2025.
O que torna esta descoberta surpreendente é não apenas o metano, mas a quantidade que existe. Comparado com cometas do nosso sistema solar, 3I/ATLAS liberta muito mais metano em relação à água. Também possui muito mais dióxido de carbono. Estes números revelam uma história clara: este cometa não se formou aqui. Formou-se noutro lugar, num sistema muito diferente, com condições que o nosso sistema nunca experimentou.
Os cometas interestelares são importantes porque preservam material antigo de outros sistemas planetários. São amostras físicas de química que normalmente não podemos tocar. O cometa foi observado em dezembro de 2025, a cerca de 330 milhões de quilómetros do Sol.
O metano só apareceu quando o cometa se afastava. Isto sugere que estava enterrado em camadas mais profundas, que só libertaram gás quando o calor solar atingiu o interior. Uma descoberta única de um viajante que passou perto apenas uma vez.