Em Washington, diplomatas reuniram-se a 26 de junho para finalizar um acordo entre os Estados Unidos, Israel e o Líbano. No entanto, em Beirute, a reação foi imediata. Milhares de apoiantes do Hezbollah tomaram as ruas, bloqueando cruzamentos e incendiando pneus para protestar contra o mesmo acordo. Esta situação reflete o rápido desmoronamento de uma paz frágil no Médio Oriente. Uma pausa militar de sessenta dias entre os Estados Unidos e o Irão, assinada a 17 de junho, visava parar os combates, mas a região está a assistir a um ressurgimento perigoso da violência.
O acordo Israel-Líbano prevê a retirada israelita do sul do Líbano, mas exige que o Hezbollah entregue as suas armas primeiro. O Hezbollah, que não participou nas negociações, rejeitou os termos, exigindo a saída das forças israelitas antes de qualquer discussão de paz. O Secretário-Geral do Hezbollah, xeque Naim Qassem, condenou o acordo como "uma humilhação e uma rendição da soberania".
Enquanto os protestos aconteciam em Beirute, a situação militar no Golfo deteriorava-se. Um acordo bilateral, conhecido como Memorando de Islamabad, deveria garantir a passagem segura no Estreito de Ormuz. Contudo, a 25 de junho, um navio de carga foi atingido por drones perto das águas de Omã. Os Estados Unidos responderam com operações militares contra instalações iranianas. No dia seguinte, ataques de drones atingiram o Bahrein, sede da Quinta Frota da Marinha dos EUA. O Bahrein condenou os ataques como uma violação grave. O Conselho de Cooperação do Golfo exigiu navegação livre e denunciou as ações iranianas.
Ambos os lados acusam-se mutuamente de violações. O Vice-Presidente dos EUA, JD Vance, alertou para uma resposta forte a qualquer ação hostil. Por outro lado, o Irão acusa os EUA de violarem o acordo ao armar aliados e aumentar as tensões. Enquanto os diplomatas tentam salvar o acordo, a realidade no terreno mostra um aumento da violência, tornando a paz regional mais distante.