Imagina um estaleiro onde os trabalhadores nunca dormem, nunca se cansam e nunca faltam ao trabalho. Continuam a construir, dia e noite, para erguer os armazéns que alojam o cérebro da inteligência artificial.
Esta é a visão que Masayoshi Son está a vender a Wall Street.
O fundador da SoftBank prepara-se para separar uma nova empresa chamada Roze e listá-la nos mercados públicos americanos com uma avaliação de cerca de 100 mil milhões de dólares. Alguns executivos da SoftBank querem que a listagem aconteça ainda na segunda metade de 2026.
A proposta de Roze é invulgar. A maioria das empresas de IA quer construir o software. Roze quer construir os edifícios, usando robots autónomos para montar e operar enormes centros de dados que treinam e executam modelos de IA.
Para isso, SoftBank junta peças que recolheu durante anos com dezenas de mil milhões de dólares. Roze vai absorver a divisão de robótica da ABB, a empresa sueca-suíça que SoftBank concordou em comprar por 5,4 mil milhões de dólares. Também vai incluir Ampere Computing, uma empresa de chips que SoftBank adquiriu por 6,5 mil milhões, e DigitalBridge, uma firma de infraestruturas comprada por 3 mil milhões. Além disso, coloca as propriedades existentes de energia, terrenos e infraestruturas da SoftBank.
Em resumo: os robots, o silício, o imóvel e a energia, tudo sob um telhado, listado numa bolsa.