Há exatamente cem anos, no dia 10 de junho de 1926, um elétrico atingiu um arquiteto que caminhava por Barcelona a caminho de rezar. O seu nome era Antoni Gaudí, e a igreja à qual havia dedicado a sua vida ainda não estava um quarto terminada.
Na quarta-feira, no aniversário exato da sua morte, o Papa Leão XIV esteve sob essa mesma igreja e abençoou a cruz que finalmente a completou.
A basílica é a Sagrada Família, e depois de 144 anos de construção, é agora a igreja mais alta do mundo, com 172,5 metros. Isso ultrapassa a Catedral de Ulm, na Alemanha, que tinha o título há mais de cem anos. A visita foi deliberadamente marcada para coincidir com o centenário da morte de Gaudí.
A construção começou em 1882. Gaudí assumiu o projeto no ano seguinte e trabalhou nele toda a sua vida. Quando morreu em 1926, menos de um quarto da estrutura estava pronto. O trabalho continuou, década após década, através de guerras e pandemias, financiado por milhões de turistas.
A parte que finalmente coroou o edifício é a Torre de Jesus Cristo, a mais central e mais alta das dezoito torres. Está coroada por uma cruz de quatro braços, coberta de vidro e azulejo branco brilhante, com uma escada em espiral dentro.
Gaudí parou deliberadamente a torre antes da altura do Montjuïc, pois acreditava que nada feito pelas mãos humanas deveria ultrapassar a criação de Deus. A basílica alcança o céu, mas não ultrapassa a colina.
A basílica atraiu quase cinco milhões de visitantes em 2025. Esse fluxo de turistas ajudou a financiar o trabalho lento e cuidadoso que deve estar completo por volta de 2034.