No tecto de uma capela funerária na cidade alemã de Witten, um macaco estava sentado e observava o mundo lá em baixo. Os enlutados visitam este cemitério para se despedir dos seus. Agora, pousado acima do crematório, um macaco-da-índia tinha-se tornado um visitante inesperado.
Era um de seis macacos que tinha conseguido escapar de uma instalação local de abrigo de animais. A fuga ocorreu na quarta-feira. Seis macacos-da-índia estavam a ser mantidos numa estação de retenção em Witten, uma cidade com aproximadamente 95 mil habitantes na região de Ruhr, no oeste da Alemanha. Estavam lá pela sua proteção, colocados na instalação por razões de bem-estar animal.
Depois fugiram. E a forma como o fizeram é notável. Os macacos rasparam a argamassa entre os tijolos de uma parede até conseguirem fazer um buraco. Não foi uma porta deixada aberta. Foi trabalho paciente e deliberado, exatamente o tipo de resolução de problemas que os macacos-da-índia são conhecidos por fazer. Esta espécie é uma das mais inteligentes do mundo.
Depois de livres, os macacos espalharam-se pela cidade. Havia avistamentos por toda a parte, incluindo um no tecto da capela no cemitério. As autoridades tomaram uma decisão surpreendente: não iam procurar ativamente pelos animais. Disseram que os macacos não representam perigo para o público.
Na quinta-feira à tarde, três dos seis macacos tinham regressado. Os outros três ficaram fugidos. Algo em Witten tinha mudado: agora era possível olhar pela janela e ver um macaco a olhar de volta.