No dia 29 de abril de 2026, um tribunal federal em Nova Iorque apresentou acusações contra dez oficiais mexicanos atuais e antigos. O principal acusado é Rubén Rocha Moya, governador de Sinaloa com 76 anos. Segundo a acusação, Rocha Moya e os seus cúmplices operavam um esquema de proteção para os "Chapitos", a facção do cartel de Sinaloa liderada pelos filhos de Joaquín "El Chapo" Guzmán, que cumpre pena de prisão perpétua nos Estados Unidos.
Esta é a primeira vez que os Estados Unidos acusam um governador mexicano em exercício. O caso inclui também um senador federal e um presidente de câmara municipal de Culiacán, a capital de Sinaloa. Os promotores afirmam que os Chapitos pagaram milhões de dólares em subornos para permitir o tráfico de fentanilo, heroína, cocaína e metanfetamina.
As acusações mais graves dizem respeito à campanha eleitoral de 2021. O tribunal alega que o cartel sequestrou e intimidou rivais políticos, roubou cédulas e urnas, e ajudou a eleger Rocha Moya. Se condenado, ele enfrenta uma pena mínima de 40 anos de prisão.
No entanto, existe um problema importante: todos os dez acusados estão no México, não em custódia americana. A presidente Claudia Sheinbaum recusou-se a permitir a extradição, exigindo provas mais claras e acusando os Estados Unidos de motivações políticas.