Em 18 de junho de 2026, a realidade de um conflito distante apareceu subitamente no céu sobre a capital russa. Cerca de 200 aeronaves não tripuladas desceram sobre Moscovo, marcando o ataque aéreo mais massivo à cidade desde o início da invasão em fevereiro de 2022. O principal alvo foi a Refinaria de Petróleo Gazprom Neft de Moscovo, localizada no distrito de Kapotnya, a apenas 15 quilómetros do Kremlin. Segundo o Kyiv Independent, o ataque com drones provocou pelo menos cinco incêndios no local. Os danos foram catastróficos. Tendo já sido atingida uma vez no início da semana, a refinaria está agora completamente encerrada. As autoridades esperam que permaneça inoperacional por um mínimo de seis meses devido à destruição severa do equipamento. O caos espalhou-se rapidamente para além da zona industrial. Os quatro principais aeroportos de Moscovo suspenderam todas as operações durante a maior parte do dia. A companhia aérea estatal Aeroflot e a sua parceira Rossiya foram forçadas a cancelar mais de 170 voos e a atrasar outros 110, deixando passageiros retidos. Detritos de drones intercetados caíram em bairros residenciais e lojas. As autoridades russas relataram que até 17 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças. As equipas de defesa aérea russas afirmaram ter neutralizado cerca de 555 drones em todo o país naquela noite, com 200 detidos perto de Moscovo. No entanto, especialistas militares disseram à CNBC que a estratégia da Ucrânia está a atingir os seus objetivos. Ao destruir sistematicamente o armazenamento de petróleo e as redes de energia, a Ucrânia visa esgotar os recursos financeiros que financiam o exército russo. Esta campanha já está a causar graves escassezes de combustível em território russo. A situação é especialmente desesperadora na Península da Crimeia, que a Rússia anexou em 2014. A falta de petróleo tornou-se tão extrema que as autoridades locais pararam completamente a distribuição de combustível aos civis. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, apresentou a operação de 18 de junho como uma resposta direta e justa aos bombardeamentos russos de cidades ucranianas. Ele apontou especificamente para os danos recentes infligidos ao histórico mosteiro Kyiv-Pechersk Lavra. Falando de forma direta, Zelenskyy deu um aviso severo à liderança russa. "Se a Ucrânia vai arder, a vossa Moscovo também arderá", declarou Zelenskyy. Ele enfatizou que o objetivo é fazer com que os cidadãos russos compreendam o verdadeiro custo do conflito. "O principal é que o povo da Rússia comece a sentir que é um homem, Putin, quem está a travar esta guerra, enquanto as pessoas comuns pagam o preço de tudo", disse ele. Essa perceção parece estar a ganhar força. Os ataques com drones abalaram a ilusão de segurança dos russos comuns, trazendo a violência para as suas rotinas diárias. Agências de sondagem ligadas ao governo registaram uma queda constante na aprovação pública de Vladimir Putin. Segundo a CBC News, o seu apoio caiu continuamente em março, abril e junho de 2026, atingindo o seu ponto mais baixo de toda a guerra. Enquanto os civis expressam ansiedade e medo pela falta de proteção, figuras nacionalistas radicais reagem com intensa raiva. Comentadores militares estão furiosos com a incapacidade da Rússia de defender o seu vasto espaço aéreo. Muitos exigem uma resposta muito mais violenta. Algumas vozes extremas instam Moscovo a abandonar as negociações de paz mediadas pelos Estados Unidos. Estes radicais sentem-se amargurados pelas promessas americanas não cumpridas sobre um acordo favorável e agora querem desmantelar completamente o estado ucraniano. Algumas figuras proeminentes exigem até o uso de armas atómicas. Konstantin Malofeyev, um rico empresário nacionalista, criticou publicamente o exército russo por mostrar demasiada moderação. "Por que não estamos a usar armas nucleares, que os nossos antepassados desenvolveram e armazenaram com todo o poder da nação precisamente para este fim?", perguntou Malofeyev. Em resposta à humilhação, o comando militar russo prometeu lançar ataques de precisão contra as redes elétricas e bases militares ucranianas. No entanto, a atmosfera em Moscovo mudou fundamentalmente. Os incêndios a arder a uma curta distância do centro do governo provam que o escudo em torno da capital rachou.