Quando Xi Jinping visitou a Coreia do Norte pela última vez, em 2019, o mundo era muito diferente. Passaram-se quase sete anos até que o líder chinês regressasse a Pyongyang, no dia 8 de junho de 2026.
Xi desceu do avião no Aeroporto Internacional de Pyongyang com uma receção cinematográfica. Kim Jong Un e a sua esposa, Ri Sol Ju, esperavam-no na pista. Crianças norte-coreanas ofereceram flores a Xi e à sua esposa, Peng Liyuan, uma cantora famosa na China. À sua volta, multidões de trabalhadores e crianças em roupas festivas agitavam bandeiras, flores e balões.
A China é o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e o seu principal apoio económico. Os dois países estão ligados pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua de 1961, que inclui uma cláusula de defesa mútua e permanece a única aliança militar formal da China. Este ano marca o 65º aniversário do tratado.
No entanto, sob esta receção calorosa existe uma preocupação mais fria. Desde 2023 e 2024, a Coreia do Norte aprofundou as suas relações com a Rússia, supostamente fornecendo munições e tropas para a guerra na Ucrânia. Esta aproximação preocupa Pequim, que teme perder influência sobre Pyongyang.
Durante conversações com Kim, Xi afirmou que os dois países devem consolidar a confiança política e aumentar a cooperação prática em comércio, agricultura, saúde e tecnologia. A visita mostra que Pequim quer manter a sua aliança mais antiga e importante.