Para um programador, o cálculo era simples e alarmante: uma fatura mensal de cerca de 29 dólares ia transformar-se em aproximadamente 750 dólares.
Para outro, o aumento era ainda mais acentuado. Cerca de 50 dólares por mês transformar-se-iam em quase 3 mil dólares.
A razão era uma única mudança que entrou em vigor a 1 de junho de 2026. Nesse dia, de acordo com o blogue oficial do GitHub e relatos da TechCrunch e Tech Times, o GitHub mudou o Copilot, a sua conhecida assistente de codificação com inteligência artificial, de uma taxa mensal fixa para um sistema que cobra os utilizadores baseado na quantidade de trabalho que o software realmente realiza.
O GitHub, propriedade da Microsoft desde a sua aquisição de 7,5 mil milhões de dólares em 2018, chama a nova moeda de "GitHub AI Credits". Um crédito custa um cêntimo. Esses créditos são consumidos de acordo com a utilização de tokens, ou seja, o volume de texto que a inteligência artificial lê e escreve, contando entrada, saída e até texto em cache, todos com preços de cada modelo.
Antes, o Copilot funcionava com um valor fixo mensal. Agora o custo depende de quanto trabalho a inteligência artificial faz. Muitos programadores que usam intensamente a ferramenta relatam aumentos de 10 a 50 vezes nos seus custos.
A reação foi imediata. A TechCrunch resumiu o sentimento geral com duas palavras: "Que brincadeira". Alguns programadores estão a migrar para outras ferramentas com preços fixos, como o Cursor ou o Windsurf, enquanto outros usam assistentes open-source como o Cline ou Continue.dev.