As canetas saíram cerca de vinte vezes dentro do Grande Palácio do Povo. Funcionários russos e chineses avançaram, assinaram documentos e recuaram, enquanto Vladimir Putin e Xi Jinping observavam os papéis acumularem-se.
No final da cimeira de dois dias em Pequim, aproximadamente 40 acordos foram concluídos, cobrindo comércio, tecnologia, media, educação e turismo. Cerca de metade foram assinados perante os dois líderes; o resto foi resolvido longe das câmaras.
O momento era difícil de ignorar. Putin tinha chegado poucos dias depois do Presidente americano Donald Trump fazer a sua própria visita à China. Para Pequim, era um equilíbrio cuidado entre as grandes potências. Para Moscovo e Pequim juntas, era uma oportunidade de enviar uma mensagem a Washington.
Essa mensagem percorreu os documentos formais. Os dois lados estenderam o Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação de 2001, o documento fundacional das relações modernas China-Rússia. Condenaram o plano de defesa de mísseis "Golden Dome" de Trump, que ameaçava a estabilidade estratégica. Também criticaram a abordagem geral de Washington ao controlo de armas, depois do colapso do tratado New START em fevereiro de 2026.
No entanto, um prémio importante manteve-se fora do alcance: o gasoduto Power of Siberia 2. Putin e Xi não conseguiram concordar sobre um cronograma de construção ou um preço para o gás, embora tenham alcançado parâmetros básicos de compreensão.