Os arranha-céus de Pequim brilhavam na noite de quarta-feira com três caracteres chineses que significavam uma mensagem clara: "Bem-vindo a Pequim". No aeroporto capital de Pequim, cerca de 300 jovens em uniformes azuis e brancos agitavam pequenas bandeiras americanas e chinesas enquanto o Avião Presidencial pousava.
Donald Trump desceu do avião, começando a primeira visita de Estado de um presidente dos EUA à China desde 2017. O vice-presidente Han Zheng, enviado preferido de Xi Jinping, esperava para o receber. A cerimónia incluía um tapete vermelho, uma guarda de honra militar e uma banda militar.
Trump disse que tinha muitas coisas para discutir. A cimeira aborda questões importantes: tarifas, terras raras, inteligência artificial, Taiwan e a guerra entre os EUA e o Irão. Washington quer que Pequim pressione Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial. A China compra mais de 80 por cento das exportações de petróleo do Irão.
A China controla aproximadamente 90 por cento da capacidade mundial de refinação de terras raras. Os negociadores dos EUA e da China discutem um acordo comercial que permitiria reduções de tarifas em setores não estratégicos.
Executivos importantes como Elon Musk, Tim Cook e Jensen Huang viajam com Trump. As reuniões substanciais começam quinta-feira, incluindo uma cerimónia de boas-vindas e um encontro bilateral com Xi.