O Estreito de Ormuz, antes uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo, por onde passava cerca de um quinto do petróleo e gás natural globais, está agora estranhamente calmo. Apenas oito navios arriscaram a travessia na quinta-feira, 17 de julho. Esta quietude é o resultado de uma guerra em rápida expansão, após o colapso de um frágil acordo de paz assinado em junho. Os Estados Unidos e o Irão trocam agora golpes militares devastadores, arrastando países vizinhos para o conflito e elevando os preços globais do petróleo acima dos 86 dólares por barril.
Desde 18 de julho de 2026, as forças americanas bombardearam instalações militares iranianas durante sete noites consecutivas. Inicialmente, o Pentágono concentrou-se em sistemas navais e depósitos de munições, mas a campanha mudou para infraestruturas vitais. Nos dias 17 e 18 de julho, aviões de guerra dos EUA destruíram rotas de transporte e passagens estruturais no sul do Irão, visando especificamente a área de Bandar Abbas, um importante porto e base naval, para isolá-la do resto do país. O Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, divulgou imagens mostrando a demolição de uma instalação de vigilância num porto iraniano.
O Irão respondeu com um contra-ataque generalizado, lançando drones e mísseis contra nações parceiras dos EUA no Médio Oriente, como o Bahrein, Catar e Jordânia, que acolhem bases militares americanas. No Kuwait, ataques iranianos a uma estação de tratamento de água danificaram componentes elétricos, uma vulnerabilidade crítica para o país, que depende da dessalinização para 90% da sua água potável. O espaço aéreo kuwaitiano foi fechado temporariamente e a Kuwait Airways adiou a maioria dos seus voos.
Nações vizinhas tentam defender-se. Sistemas de defesa iraquianos destruíram drones sobre Irbil, e as forças jordanas intercetaram projéteis iranianos. A causa principal deste conflito é uma disputa sobre a autoridade no Estreito de Ormuz. Teerão reivindica o direito de o governar, enquanto Washington e seus aliados exigem que a via marítima permaneça livre para todo o transporte internacional.
Para aumentar a pressão económica, os EUA restabeleceram um bloqueio naval aos portos iranianos e cancelaram uma isenção que permitia ao Irão vender petróleo por moeda americana. O número de vítimas continua a aumentar. Autoridades iranianas afirmam que os bombardeamentos americanos mataram até 50 pessoas e feriram mais de 400 desde o final de junho. Do lado americano, 13 militares sofreram ferimentos em meados de julho, elevando o total de mortos para 14 e feridos para 427 desde o início da guerra.
As raízes desta violência remontam a 28 de fevereiro de 2026, quando um bombardeamento surpresa dos EUA e de Israel matou o Líder Supremo do Irão, o Ayatollah Ali Khamenei. O seu funeral tornou-se um grito de guerra por retribuição, alimentando o colapso do processo de paz. O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou bombardear infraestruturas civis iranianas, o que levou a condenações internacionais. A Guarda Revolucionária do Irão avisou que, se os ataques aéreos americanos continuarem, abandonarão as táticas defensivas para uma postura militar agressiva. O Médio Oriente está à beira de um desastre maior.