A maioria das tecnologias quânticas exigem temperaturas muito frias, perto do zero absoluto. No entanto, investigadores da Universidade de Monash na Austrália criaram um chip que funciona à temperatura ambiente, sem necessidade de máquinas caras e complexas.
Os cientistas desenvolveram um circuito integrado compacto que gera, direciona e lê informação transportada por luz, tudo num único dispositivo. Em vez de usar carga elétrica, o chip utiliza uma propriedade quântica chamada "vale de graus de liberdade". Este método permite codificar e processar informação de forma completamente nova.
O Dr. Chi Li, autor principal do estudo, explicou que conseguiram criar um sistema integrado que pode gerar, direcionar e ler esta informação com grande precisão. A equipa demonstrou que o dispositivo consegue processar duas imagens diferentes simultaneamente.
O chip combina materiais extremamente finos com estruturas nanométricas chamadas metassuperfícies. Estas superfícies ultrafinas são padrões especiais que orientam a luz em escalas muito pequenas. A grande vantagem é que funciona à temperatura ambiente, o que permite sair do laboratório e chegar ao mundo real.
A luz tem vantagens fundamentais: transporta informação com maior velocidade e menor perda de energia do que a eletricidade. Este trabalho representa um passo significativo para tecnologias computacionais que usam luz em vez de eletricidade.