Tudo começou em 2019, quando estudantes de direito do Pacífico Sul fizeram uma pergunta simples mas audaciosa: e se proteger o clima fosse uma obrigação legal e não apenas uma promessa?
No dia 20 de maio de 2026, a comunidade internacional respondeu. A Assembleia Geral das Nações Unidas votou a favor de uma resolução que declara que os Estados têm o dever de proteger o clima segundo a lei internacional. O resultado marcou o fim de uma das campanhas diplomáticas mais improváveis dos últimos tempos.
A ideia começou com estudantes de universidades do Pacífico que questionavam como fazer da proteção climática uma obrigação legal. O Tribunal Internacional de Justiça, em Haia, tinha já decidido em julho de 2025 que os Estados têm obrigações legais de proteger o ambiente das emissões de gases de efeito de estufa.
Vanuatu, uma nação insular do Pacífico que sofre com a subida do nível do mar, liderou esta resolução. A resolução pede aos Estados que evitem danos significativos ao clima e abandonem os combustíveis fósseis.
Oito países votaram contra, incluindo a Rússia, os Estados Unidos e a Arábia Saudita. Vinte e oito abstiveram-se. Porém, 141 nações apoiaram a resolução, dando força política à decisão do tribunal internacional. Para os estudantes que começaram esta luta em 2019, o caminho foi longo mas transformador.