Uma pequena ferida num vitelo recém-nascido revelou algo que os Estados Unidos não tinham visto há quase sessenta anos: larvas da mosca-da-ferida do Novo Mundo. Esta mosca não se alimenta de tecido morto, mas de carne viva.
A descoberta ocorreu numa quinta no Condado de Zavala, no Sul do Texas. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA, este é o primeiro caso confirmado desde os anos 1960. A amostra foi enviada para os laboratórios de Ames, no Iowa, e o resultado foi positivo.
Os funcionários criaram imediatamente uma zona de restrição de doze milhas à volta do local. Nenhum animal de sangue quente podia sair. Uma equipa de emergência foi formada com a Comissão de Saúde Animal do Texas.
A verdadeira solução está num método que funcionou antes: libertar milhões de moscas estéreis. As fêmeas da mosca-da-ferida acasalam apenas uma vez. Os cientistas criam muitos machos, esterilizam-nos e soltam-nos na natureza. Quando as fêmeas selvagens acasalam com machos estéreis, os ovos nunca eclodem. Assim, a população desaparece.
Há alguns anos, este inseto começou a regressar do México e da América Central. Em maio de 2025, os EUA fecharam a fronteira ao gado vivo. O Texas é o maior produtor de gado do país, com uma indústria avaliada em quinze mil milhões de dólares. Uma invasão desta mosca representaria uma ameaça grave não apenas aos animais, mas também à economia inteira.