No próximo sábado, na Praça Vermelha, o som mais alto pode ser o dos passos.
Pela primeira vez desde 2007, o desfile do Dia da Vitória da Rússia não terá equipamento militar. Sem tanques, sem veículos blindados, sem lançadores de mísseis. O Ministério da Defesa confirmou a 29 de abril que não haverá "coluna de equipamento militar" nesta comemoração, marcando uma grande mudança na tradição que Vladimir Putin construiu durante quase vinte anos.
No ano passado, mais de 11.000 soldados e mais de 150 veículos militares atravessaram as pedras em frente a mais de duas dúzias de líderes estrangeiros, incluindo o presidente chinês Xi Jinping. Este ano, o público será muito menor. O primeiro-ministro eslovaco Robert Fico confirmou que irá participar.
O Ministério da Defesa culpou a "situação operacional atual". Um porta-voz russo afirmou que os cortes eram uma resposta à atividade de "terrorismo" ucraniano, referindo-se à campanha de drones de Kiev. Desde 2023, os drones ucranianos avançaram profundamente em território russo.
Analistas ocidentais veem o desfile reduzido como uma admissão de que o Kremlin não consegue mais garantir segurança no coração da capital. O desfile terá apenas soldados a marchar a pé e um desfile aéreo de aviões militares.
Na mesma noite, Putin propôs a Trump um cessar-fogo temporário na Ucrânia. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky rejeitou a oferta como um "espetáculo teatral".