As fotografias foram feitas para serem vistas. Nelas, Kim Jong Un caminha lentamente por um corredor estreito, cercado de tubos e canos de prata que se elevam até ao teto. Parece o interior de uma máquina. De facto, é: uma sala de centrifugação, onde o urânio é rodado muito rapidamente para produzir combustível para armas nucleares.
A Coreia do Norte quis que o mundo visse. Em 4 de junho de 2026, os media estatais divulgaram as imagens da visita de Kim, feita no dia anterior, a uma nova fábrica para produzir material nuclear de qualidade para armas. Segundo a Agência Associated Press e Al Jazeera, foi uma mensagem cuidadosamente planeada, e o tema era a escala.
Kim aproveitou o momento para prometer que expandiria as forças nucleares do seu país "a uma taxa exponencial". Afirmou que a Coreia do Norte mais do que duplicou a sua capacidade de produzir material nuclear nos últimos cinco anos.
O que torna este anúncio notável é a sua raridade. Esta é apenas a terceira fábrica de enriquecimento de urânio que a Coreia do Norte revelou publicamente. A primeira apareceu em 2010, no complexo de Yongbyon, a norte de Pyongyang. A segunda foi em setembro de 2024.
Cada revelação é deliberada. A Coreia do Norte não mostra acidentalmente o interior do seu programa de armas. Kim enquadrou toda a expansão como resposta à ameaça, falando de uma segurança cada vez pior. Descreveu um plano futuro ambicioso para reforçar as forças nucleares do seu país de forma exponencial.