Se apontar um telescópio para uma pequena zona do céu nocturno, encontrará uma estrutura escondida que a maioria nunca imagina: uma vasta rede de filamentos luminosos e espaços vazios que sustenta todo o universo.
Astronomos mapearam agora essa rede com mais detalhe do que nunca. Uma equipa liderada pela Universidade da Califórnia, Riverside, criou o mapa mais detalhado da teia cósmica até à data. A teia cósmica é a maior estrutura que existe: uma rede de filamentos feitos principalmente de matéria escura e gás, que se estende entre galáxias e rodeia enormes espaços vazios chamados vazios. Os cientistas chamam-lhe o esqueleto do universo.
Os investigadores usaram dados do Telescópio Espacial James Webb da NASA e do projecto COSMOS-Web. Analisaram aproximadamente 164 mil galáxias numa única região do céu. O novo mapa mostra o crescimento da teia cósmica durante cerca de 13,7 mil milhões de anos.
O Telescópio Espacial James Webb, lançado a 25 de Dezembro de 2021, é um observatório infravermelho. O seu grande espelho permite-lhe ver objectos mais fracos e distantes do que o Telescópio Hubble. No mapa, as regiões amarelas marcam os aglomerados densos onde as galáxias se reúnem. As regiões escuras são os vazios, os grandes espaços vazios. Esta descoberta ajuda-nos a compreender como as galáxias crescem e evoluem ao longo do tempo cósmico.