Imagine acordar e descobrir que a população da sua cidade quase duplicou de um dia para o outro. Foi o que aconteceu na cidade espanhola de Ceuta, em África. Em apenas 24 horas, cerca de 60.000 pessoas atravessaram a fronteira a partir de Marrocos. Muitas pessoas nadaram para chegar a território espanhol. Outras tentaram rotas mais curtas ou correram para as barreiras terrestres. Infelizmente, muitas pessoas morreram. Entre 34 e 41 pessoas perderam a vida, afogadas no mar ou esmagadas na fronteira.
O Primeiro-Ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a cidade para avaliar a situação. Ele disse que redes criminosas criaram esta crise. Segundo Sánchez, estas organizações enganaram jovens com notícias falsas sobre a fronteira estar aberta. Ele acusou-as de levar muitas pessoas à morte.
A situação em Ceuta foi caótica. A maioria dos recém-chegados eram jovens, mas também havia famílias com bebés. As autoridades estimaram que pelo menos 7.000 eram menores. Os recursos locais ficaram sobrecarregados e milhares de pessoas não tinham onde ficar, dormindo nas ruas.
O governo espanhol enviou militares e mais polícia para controlar a fronteira. O governo deixou claro que quem entrou ilegalmente não teria direito a um programa de legalização de migrantes. Com falta de abrigo e muita polícia, muitas pessoas começaram a voltar para Marrocos. Mais de 25.000 pessoas voltaram voluntariamente.