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Júri Condena Gigantes das Redes Sociais por Vício Deliberado

Um tribunal da Califórnia determinou que a Meta e a Google (proprietária do YouTube) actuaram negligentemente ao desenhar plataformas sociais deliberadamente viciantes. O júri condenou ambas as empresas a indemnizarem K.G.M., uma criança que sofreu danos psicológicos significativos.

A sentença é histórica por reconhecer a responsabilidade corporativa nas consequências prejudiciais das redes sociais. O julgamento revelou como características específicas o scroll infinito, a reprodução automática de vídeos e as notificações push foram conscientemente concebidas para maximizar o tempo de permanência, transformando-se em mecanismos de exploração psicológica.

A Meta, incluindo o Instagram e o Facebook, e o YouTube encontram-se agora expostos a futuras acções judiciais de âmbito semelhante. Este precedente judicial abre caminho para que outras jurisdições, como a de New Mexico, considerem legislação análoga sobre a responsabilidade tecnológica.

As redes sociais concorrentes, designadamente o TikTok e o Snapchat, observam atentamente este desfecho. A indústria tecnológica, muito criticada por negligenciar os impactos psicológicos dos seus produtos, enfrenta agora consequências legais tangíveis.